• O Norte de Goiás

Adeus Raimundo Aguiar



Esta segunda-feira de agosto teve um gosto amargo. Um gosto de impotência, um gosto de inoperância. Foi quando Deus levou nosso tio, Raimundo Aguiar, para um lugar desconhecido, sem nos avisar. Assim, apenas, se foi, como tantos outros no Brasil, vítima de uma doença sem precedente algum.

Ninguém havia nos preparado para isso! Ninguém havia nos dito que Deus o levaria tão cedo.

Na sua curta batalha pela vida, tio Raimundo foi um guerreiro. Entubado, sedado, pediu antes para avisar aos parentes que confiassem em Deus. Confiassem na sua força, na sua reabilitação, pois ele voltaria. Era um entusiasta pela vida, até o último segundo.

Sério, de fala mansa, adorava falar de política. Era talvez um sonho distante que ela fosse justa. Tanto, que independente das opiniões contrárias, Raimundo foi daqueles que até para discordar com veemência, agia com trato e educação.

Na última vez que o encontrei, era assim a imagem que preservava, sereno, generoso.

Nossa família, orgulhosa, jamais o esquecerá, até o dia que nós partirmos também.

Não há poesia no adeus de nosso tio Raimundo. Não haverá sequer adeus.

Com ele morre um pouco da nossa alegria. Morre um pouco de nós também.

Vá com Deus tio Raimundo , a gente fica do lado de cá, na lembrança do homem bom, honesto e generoso, que o senhor sempre foi!










Danillo Neres


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