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Em Porangatu, idoso de 101 anos é carregado no colo até agência para provar estar vivo



Um idoso de 101 anos teve que ser carregado no colo para dentro de uma agência do Itaú em Porangatu, no norte de Goiás (veja acima). Segundo familiares, uma funcionária do banco teria se recusado ir até o estacionamento do local para fazer a "prova de vida" de Nercilio de Sousa Parente. Toda a cena foi gravada por parentes do homem, na tarde desta quinta-feira (15), e postada em uma rede social. As informações são do G1.


De acordo com a neta dele, a dona de casa Jane de Sousa Rosa, o avô é acamado, não anda e tem feridas provenientes de escaras.


Em nota, o Itaú disse que lamenta o transtorno causado pela situação e que o banco estuda opções ao processo de realização da prova de Vida, garantindo a segurança necessária na identificação dos beneficiários e seguindo as exigências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) (veja a nota abaixo na íntegra).


“Hoje eu fui ao banco Itaú por volta de 13h. Cheguei lá falei com a atendente do banco que tinha levado o meu avô para fazer a prova de vida, expliquei que ele tem 101 anos, que é acamado, não senta e não tem como se locomover. Falei que ele estava no carro, no estacionamento do banco e ela me disse que não poderia ir lá ver o meu avô”, contou Jane.

Segundo a dona de casa, ela ainda ponderou sobre a situação da saúde do avô.

“Eu falei: como não? Meu avô não tem condições de andar. Eu o trouxe até a porta do banco para fazer sua prova de vida. Está aqui os documentos. Aí ela me disse que não, que não poderia, que ela não iria e que não autorizaria ninguém dos funcionários dela a ir. Falou que era norma do banco”, contou Jane.


A neta do idoso disse que pediu também que fosse aberta uma exceção.

“Aí eu comecei a ficar nervosa, chorei. Eu pedi, por favor, abre exceção, meu avô tem 101 anos, ele está cheio de escaras ele tem escaras pelo corpo. Seu eu for pegar nele vai magoar as feridas dele. Ela continuou falando que não poderia”, informou.

Segundo Jane, se não bastasse o constrangimento enfrentado, a agência bancária não tinha uma cadeira de rodas para facilitar a locomoção.

“Ela disse que nem que eu levasse ele [avô] com uma maca lá para dentro, porque ela não poderia ir lá fora. Eu falei assim: você disponibiliza de maca ou de cadeira de rodas? E ela disse que não. Falou que o dever era meu de levá-lo até o caixa, que eles não tinham a obrigação de me providenciar nada”, afirmou a dona de casa.


Nota do Itaú na íntegra:

"O Itaú Unibanco lamenta o transtorno causado pela situação. Reconhecemos que a necessidade de deslocamento até uma agência pode ser um processo desgastante para algumas pessoas e, por isso, o banco estuda opções ao processo de realização da Prova de Vida, garantindo a segurança necessária na identificação dos beneficiários e seguindo as exigências do INSS.

As informações são do G1.


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