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Grupo de Lúcia apela para o “vale tudo”, mesmo que isso custe caro à democracia



Não adianta. Parecia que nessa eleição tudo seria diferente, mas a tática sorrateira do “vale tudo” começou a tomar corpo novamente. Até aqui, via-se nas eleições em Minaçu, uma campanha serena, respeitosa, propositiva, mas nesta semana, o grupo de Lúcia resolveu descer um degrau abaixo.

Lúcia se rodeou nesta semana pelo grupo de Zilmar, sobretudo, pelos secretários que vieram dispostos à “partir pra cima”, derrubando o discurso que Lúcia e Nick pregavam: de desapego ao que há de mais antigo na política. Nesta semana, um dos, agora, coordenadores da campanha de Lúcia, Edilson dos Anjos, respondeu assim, num grupo de Whastapp.

“O adversário se ele não tiver defeito, a gente coloca. E o companheiro se ele tiver defeito, a gente tira. Essa é a matemática da política. Qualquer companheiro que chegar no grupo, o defeito dele acaba na hora”, disse Edilson, ao definir o que faz parte da política.



Mais tarde, um print atribuído ao atual secretário de Administração, circulou pelas redes, e desafia além da democracia, a justiça eleitoral. Teria escrito: “Precisamos ampliar nos adesivos dentro da máquina pública”, inclusive, “educação, saúde, dentro do próprio executivo”. Não há crime na fala de Maurílio, até que ele cumpra o que prometeu: usar a estrutura pública na campanha.





Pelo que conheço, esse não é o estilo de Lúcia. Não é o que ela se propôs. Não cola. E se está colando, não é o correto, não é o saudável, como seria uma campanha propositiva.



Danillo Neres

Jornalista, para coluna Opinião!



Matéria atualizada às 12h28:



Nota do secretário de Administração, Maurilio Rodrigues:


"Bom dia a todos primeiro expressar que vivemos sim num país totalmente democrático, por isso que usei a expressão “precisamos” e não “devemos” que essa última sim seria uma afronta aos princípios basilares da democracia e também aos próprios princípios insculpidos na carta magna. Portanto em momento algum fiz alusão quanto ao uso da máquina pública para proveito alheio,

Precisar e devemos existe uma diferença enorme e vejo que essa

Matéria é totalmente inócua quanto ao poder público municipal".

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