• O Norte de Goiás

Maurides fala em abuso de autoridade em ação da Polícia Civil



O ex-prefeito de Minaçu, Maurides Rodrigues, criticou nesta terça-feira, 18, em entrevista à Rádio Clube, a operação realizada pela Polícia Civil em sua residência na última sexta-feira, 14. Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão de documentos, entre os quais, balancetes da gestão do ex-prefeito de 2013. Sem êxito em ter acesso aos documentos, Maurides foi detido entre a manhã de sexta e o final da tarde de sábado.


Os balancetes, de acordo com o ex-prefeito, foram retirados de dentro do Controle Interno da Prefeitura, há um ano, para que ele pudesse entrar com um recurso em Goiânia, junto ao Tribunal de Contas dos Municípios. “É um documento que não tinha necessidade de criar uma situação [como essa], a tal ponto”, disse Maurides, ao afirmar que a Câmara já havia aprovado as contas da gestão dele, em 2013. “Existe ex-prefeito que tem documento de 2012, que nunca foi entregue”, questiona.

Abordagem


Maurides acusou os agentes que fizeram a operação de truculência na abordagem. “Quero agora entender, tenho alguns questionamentos ao delegado, e se for preciso vou à corregedoria. Se eu tiver errado, peço desculpas, mas hoje eu creio que houve abuso de autoridade”, completou.


No momento da operação, segundo Maurides, os agentes foram informados que os balancetes não estavam em sua residência, e que teriam sido enviados à Goiânia. Após os documentos chegarem à Minaçu, a Polícia Civil e o Controle Interno do município teriam constatado a subtração de 2 volumes.


“Fiz o recurso [em Goiânia], mas antes, a Câmara apreciou o meu balancete de 2013, e foi aprovado”, disse Maurides ao afirmar que têm ciência de que o documento é da Prefeitura e de que tinha que devolvê-lo. “A gente acomodou”, na busca de se ater a devolução dos papéis, completou.

Polícia Civil

O Portal NG solicitou junto à assessoria de imprensa da Polícia Civil de Goiás informações sobre o ocorrido. Em nota, a PCGO afirmou que o balancete havia sido pego pelo ex-prefeito, com o intuito de interpor recurso junto ao TCM ( Tribunal de Contas do Município ).


Foi constatado, no entanto, de acordo com a Polícia, que não houve nenhuma interposição de recurso junto ao TCM.


O órgão conclui dizendo que “durante as buscas na residência, não foi encontrado o balancete, tendo sido, então, conduzido à Delegacia de Polícia de Minaçu, onde foi autuado e lavrado o flagrante baseado no Art. 305. CP - Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor. Ressalta-se que após a lavratura do flagrante, o balancete foi apresentado pelo advogado do autuado, com falta de alguns documentos que deveriam estar presentes”, finalizou a nota.

Todos os direitos reservados - 2015-2019 Jornal O Norte de Goiás