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Uso de kombis para “despejar” pessoas motivou Justiça Eleitoral a proibir carreatas


Um dos motivos pelos quais a Justiça Eleitoral se apoiou para deferir liminar proibindo carreatas em Minaçu foram gravações em áudio de apoiadores da coligação “Com Seriedade se Faz”. Áudios que circulam pelas redes sociais combinavam usar Kombis contratadas pelo Estado e pelo município para “despejar” pessoas nas ruas numa carreata que estaria sendo organizada para a véspera da eleição. A representação foi proposta pela coligação “Minaçu em primeiro lugar”.


A decisão da juíza Hanna Lídia Paz Candido diz saber que “pessoas vinculadas à campanha da coligação representada pretendem descumprir compromisso firmado entre os candidatos perante este Juízo Eleitoral e a Polícia Militar. Além disso, envolveriam a utilização de veículos utilizados no transporte escolar, que como é sabido já deverão estar a serviço da Justiça Eleitoral, no período em que se alega a intenção de descumprimento do acordo, pois serão utilizados no transporte de eleitores no dia da votação, o que só agrava os fatos narrados na inicial”, afirma.


“O perigo da demora encontra-se na proximidade da eleição e na possibilidade de que um ato ilícito, na véspera do pleito, possa proporcionar vantagem indevida na disputa eleitoral vindoura”, diz.


Pouco antes dessa decisão, a Justiça Eleitoral editou a Portaria nº 14/2020, endurecendo as medidas para inibir a realização de atos com aglomeração de pessoas, como carreatas e reuniões, sob multa de R$100.000,00 (cem mil).

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